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O corporativismo português

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 30.07.10

Descobri hoje n' O Insurgente um magnífico post, Nada contra o Estado (Social), de André Azevedo Alves, que se refere, por sua vez, a um magnífico post de Helena Matos, O povo do meio - nova espécie identificada no ecossistema do Estado Social.

 

Esta é a dimensão do corporativismo português, já com muitos anos de tradição, adaptou-se de forma magnífica a vários regimes e a vários estilos, a partir do momento em que se centralizou a gestão política e financeira.

É um dos obstáculos à modernização da administração pública e incompatível com uma democracia de qualidade. É que numa democracia de qualidade o Estado serve os cidadãos, não os povos do meio e os povos de cima. Numa democracia de qualidade o Estado presta contas de como anda a gerir os impostos dos contribuintes.

 

A organização política e financeira, à séc. XXI, é completamente contrária a corporativismos de qualquer espécie. A organização do futuro, que já se desenha à nossa volta mas que a Europa e muito particularmente o nosso país, não querem ver, é muito semelhante à organização celular de um organismo vivo e complexo como o corpo humano. Células altamente especializadas mas suficientemente autónomas para poder intervir de imediato. Isto implica o quê? Uma informação geral actualizada, acessível a cada segundo. E uma organização flexível, ágil, em que cada um sabe qual é o seu papel. Ou mesmo em que cada um pode ter de efectuar outro papel, mas tendo acesso à informação na hora. Incrível, não é? Já imaginaram sistema mais eficaz? Se o nosso corpinho fosse organizado pelos povos do meio e povos de cima portugueses, não viveria um minuto. Cada órgão reinvindicaria os seus privilégios e o primeiro a sucumbir seria o cérebro, pois está muito bom de ver...

 

 

Não percam igualmente, do André Azevedo Alves e n' O Insurgente, o post The Inner Party. Sigam o link daquele fabuloso título, O cão comeu o meu TPC, de Sérgio dos Santos e atentem bem naquela pirâmide. Proles... estão a ver bem? Proles... são a maior fatia, pagam o estrago e estão completamente de fora da festinha...

 

 

 

publicado às 08:51


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